[BGS 2013] Shield, o portátil da Nvidia
BRASIL GAME SHOW
Era difícil não olhar com desconfiança para o Nvidia Shield, portátil Android de uma das fabricantes de chipsets gráficos mais importantes da indústria de jogos. Afinal, apesar de fazer stream local de jogos de computador e vir com um dos melhores processadores portáteis do mercado, pagar US$ 300 por isso parecia um tanto pesado demais para atrair qualquer tipo de jogador. Ainda mais com a concorrência de consoles como o Ouya e Gamestick, que também rodam jogos de Android.
Mas, durante o teste que fiz com o portátil durante a BGS 2013, minha perspectiva em relação ao Shield mudou um bocado. Ainda o considero bastante caro, talvez até demais para o nosso mercado, mas vejo um grande potencial no aparelhinho caso a Nvidia jogue as cartas certas na mesa e traga as melhorias corretas para as inevitáveis próximas versões.
O portátil é rápido e responde muito bem a todos os comandos. O Tegra 4 dentro dele certamente aguenta bem qualquer tranco, e inclusive consegue carregar numa boa vários jogos para Android diferentes ao mesmo tempo e deixá-los em stand-by. Com dois toques no controle, você pode ir de um jogo para outro sem nenhum problema. A telinha do portátil também merece destaque: é brilhante e a resolução de 720p é mais do que o suficiente para a maioria dos jogos, mesmo os streams de jogos de PC.
Apegada do Shield e seus controles estão entre alguns dos melhores que já testei, quase tão confortável e gostoso de usar quanto um controle de Xbox 360, e certamente superior do que o formato chapado da maioria dos portáteis. É claro que isso faz o aparelho pecar em portabilidade, mas acredito que a maior função do Shield é permitir que você jogue games de PC da cama (ou do banheiro), curtindo aquela preguiça maneira. Você provavelmente não sairia de casa com ele.
O áudio do aparelhinho também me surpreendeu. Mesmo na barulheira do evento em que eu estava, consegui ouvir com nitidez todos os sons e músicas vindas dos jogos. As caixas de som do Shield certamente são poderosas, com graves fortes e bem definidos. Dá pra transformar o Shield em um belo player de música facilmente.
Eu testei o modo stream com Borderlands 2, e o portátil novamente me surpreendeu. Esperava um ou outra travada, levando em conta inclusive a quantidade de interferência de sinal em um ambiente como a BGS. Mas nada disso aconteceu. O jogo rodou perfeitamente na telinha do portátil, sem quedas de framerate ou travadas. Fiquei imaginando o quão legal seria ligar o portátil em uma TV e transformá-lo em um verdadeiro console de Stream para minha casa.
Se você prefere jogar no PC mas ficou intrigado com o conceito do Steam Machines, talvez o Shield seja um bom meio-termo. O investimento é alto, obviamente, já que é preciso ter um PC com placas de vídeo da linha Nvidia GTX 600 ou superior, além do portátil – que vale ressaltar, não está à venda no Brasil e não há previsão por parte da Nvidia para sua chegada no nosso mercado.
O Shield é, inegavelmente, um produto de elite para um público muito restrito. Mas isso não reduz os seus méritos e a qualidade do produto. Mesmo com o preço um tanto inacessível, ele tem um belo potencial e merece a nossa atenção.
Fonte: kotaku
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